De rosa em punho
Queria um poema
onde navegasses
sobre as águas
deste mar por refazer.
Ninfa ou Tágide
pouco importa
desde que nas mãos
tivesses a rosa
que de espinhos me mataram.
No rosto o sol
e flores nos cabelos,
branca como a lua
a amortalhar-me docemente
neste papel em branco
onde o poema já não existe.

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