Terça-feira, Novembro 09, 2004

De rosa em punho

Queria um poema
onde navegasses
sobre as águas
deste mar por refazer.
Ninfa ou Tágide
pouco importa
desde que nas mãos
tivesses a rosa
que de espinhos me mataram.
No rosto o sol
e flores nos cabelos,
branca como a lua
a amortalhar-me docemente
neste papel em branco
onde o poema já não existe.